Lançada Câmara Técnica de Promoção da Igualdade Racial
Foi realizado o evento de instalação da Câmara Técnica de Promoção da Igualdade Racial na Secretaria de Assistência Social e de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. À frente da Câmara está o Superintendente da promoção de igualdade racial, Marcelo Dias que compões a câmara junto com representantes de Secretarias Estaduais e instituições que atuam na luta pela igualdade racial como a Incubadora Afro Brasileira. O objetivo da câmara é a elaboração de um plano de enfrentamento ao racismo que deverá ter seus resultados apresentados até Fevereiro.
Compuseram a mesa do evento, que foi mediada pelo Superintendente Marcelo Dias, o Secretário de Assistência Social dos Direitos Humanos, Rodrigo Neves; o Subsecretário, Antônio Claret; Mãe Beata, representando a sociedade civil; o Coronel Jorge da Silva, uma referência na luta pelos direitos humanos e o Presidente do CEDINE, Paulo Roberto dos Santos. O Secretário anunciou, para Fevereiro, juntamente com a apresentação dos resultados do trabalho, o lançamento da campanha “Rio sem racismo”.
A importância desse espaço de discussão é a possibilidade de integração entre diferentes setores como saúde e educação com um mesmo objetivo: a criação de medidas capazes de amenizar desigualdades raciais. Segundo Paulo Roberto dos Santos, “o trabalho não termina aqui, isso é só um meio”, para ele, todo dia é dia de promover a igualdade racial.
Incubadora Afro Brasileira recebe instituições do estado de Massachusetts
Conclusão do curso de políticas públicas na zona portuária
A FASE Rio concluiu hoje, no Instituto Central do Povo (Rua Rivadávia Correia, 188, Gamboa), o curso de “Políticas Públicas 2011: Viver na Zona Portuária: história, memória e conflitos urbanos”. O curso teve como principal objetivo estabelecer uma dinâmica de troca e de contribuição à construção de instrumentais de legitimidade social e política na luta por direitos.
Os debates estimulados ao longo do curso ressaltaram os aspectos conceituais sobre os processos históricos de evolução da zona portuária e geraram uma produção intelectual que subsidiará os processos e a agenda de luta do Fórum Comunitário do Porto. Participaram do curso moradores e moradoras, lideranças e agentes sociais que atuam em instituições, organizações, redes e fóruns envolvidos nas lutas de resistência às violações ao direito à cidade.
A FASE Rio é uma organização atuante na Amazônia, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco e Rio de Janeiro. O programa Rio de Janeiro atua na região metropolitana fluminense com a perspectiva de promoção do direito à cidade. A intervenção do programa se dá pela construção de alternativas a este modelo de desenvolvimento urbano, assim como pelo fortalecimento do tecido associativo local. Desta forma, a Fase no Rio de Janeiro estimula o surgimento e o crescimento de organizações sociais locais e regionais, defende e fortalece políticas públicas nas áreas de moradia, saneamento ambiental, recursos hídricos.
A FASE, de modo geral, objetiva contribuir para a construção de uma sociedade democrática através de uma alternativa de desenvolvimento sustentável que contemple a inclusão social com justiça, a sustentabilidade do meio ambiente e a universalização dos direitos sociais, econômicos, culturais, ambientais, civis e políticos.
Curso de extensão Design em Empreendimentos Populares
O ponto de partida para a criação do DEP, que acontece desde 2007, foi a demanda desses empreendedores por Design em seus empreendimentos. O curso de 2011 conta com três módulos: Percepção Sócio-cultural do empreendimento, Comunicação Visual e Identidade cultural do empreendimento e Sistema produto serviço. Dentro de cada módulo acontecem diversas oficinas e o curso tem duração total de 28 horas.
Feira Preta 2011
O Instituto Feira Preta é uma organização social sem fins lucrativos que atua fortemente na promoção e no desenvolvimento sociocultural da comunidade negra e do empreendedorismo afro brasileiro em nível nacional. O Instituto promove, anualmente, a maior feira de cultura negra da América Latina e já recebeu, ao longo de seus dez anos de existência, mais de 90 mil pessoas, movimentou R$2,5 milhões, reuniu 500 expositores e 400 artistas. O evento, que surgiu para fomentar o empreendedorismo étnico e fortalecer a cultura negra no país, acontecerá neste ano nos próximos dias 17 e 18 de dezembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.
Complementando as diversas atividades comemorativas de sua 10 a. edição, em 2011, a Feira Preta lançará sua Franquia Social para replicar o evento em outras regiões do Brasil. Os cursos de capacitação de empreendedores que queiram levar o formato para outros estados serão realizados pelo próprio Instituto Feira Preta; os empreendedores que concluírem os cursos terão, na replicação do evento, a Feira Preta como co-realizador. A 10ª Feira Cultural Preta contará com shows musicais, mostra de artes plásticas, cinema, dança, teatro, literatura, modas e gastronomia. O evento será uma excelente oportunidade para o público celebrar a riqueza cultural negra, acompanhar novas tendências e fazer suas compras de natal sem se deslocar para outros espaços e regiões.
As vendas antecipadas dos ingressos serão realizadas até dia 14 de dezembro na Casa da Preta, lojas Cavalera, Loja Pegada Preta e no Portal do Ingresso. Na compra antecipada, você paga R$20 e na porta, R$30, estudantes pagam R$15. Para menores de 11 anos e maiores de 60, a entrada é gratuita, mediante apresentação do documento de identidade.
Empreendedora da Incubadora Afro Brasileira ganha prêmio Issa London Design
A estampa de Ana Paula Guerreiro foi a mais votada no site e por isso ela terá a oportunidade de ver seu desenho reproduzido em um vestido da marca, além de ter ganhado o prêmio de US$ 1.000 (mil dólares). A estampa vencedora, intitulada “Vida Tropical”, destaca animais brasileiros e sua inspiração, segundo a própria, vem das luzes e da cor do Brasil.
Ateliê Cretismo lança nova coleção
Seminário promovido pela ONU Mulheres e pela Delegação da União Européia no Brasil
A ONU Mulheres e a Delegação da União Européia no Brasil promoveram um seminário com o tema “Oportunidades e vantagens da inclusão da perspectiva de gênero nas políticas e estratégias de superação da pobreza no Brasil” no dia 2 de dezembro em Brasília. Estavam presentes representantes de instituições governamentais, não governamentais e de agências de cooperação multilateral do Sistema ONU.
Logo após a cerimônia de abertura, o secretário adjunto da Secretária extraordinária para superação da extrema pobreza, Cláudio Roquete, que estava representando a secretária Ana Fonseca, fez um diagnóstico das políticas sociais no Brasil, tendo como referente as políticas públicas “Bolsa Família” e “Brasil sem miséria”. O secretário respondeu perguntas do público e o debate se concentrou no perfil dos beneficiados pelo “Bolsa Família” e na estratégia de implementação do Plano de Superação da extrema pobreza no Brasil. A mesa redonda de abertura contou, principalmente, com a presença de autoridades representantes do Governo.
Depois do almoço as pesquisadoras do NEPA/UNICAMP, Emma Siliprandi e da Escola de serviço social da UFRJ, Ana Izabel Pelegrino, apresentaram os textos “Gênero e pobreza no meio rural com intersecção de raça e etnia” e “Gênero e pobreza no meio urbano com intersecção de raça e etnia”, debatidos, respectivamente pela diretora de políticas para as mulheres rurais e quilombolas, Andrea Butto e Maria Rosalina dos Santos, do Quilombo Tapui; e pela diretora do departamento de avaliação e gestão de informação, Júnia Quiroga e a representante do GT de Gênero do Fórum Nacional de Reforma Urbana, Aldebaran Moura. A mesa redonda seguinte foi sobre “Estudos sobre pobreza e Bolsa Família no Brasil”, estavam presentes a pesquisadora do CEDEPLAR/UFMG, Ana Hermeto, a diretora de estudos e políticas sociais do Ipea, Tatiana Silva e o pesquisador da diretoria de estudos e políticas sociais do Ipea, Rafael Osório.
Por fim, a última mesa do seminário tinha como tema “Estratégias de superação da pobreza para além dos programas de transferência de renda condicionada”. Primeiro falou a secretária de políticas de ações afirmativas, Anhamona de Brito, que fez uma análise da interseção das questões de gênero e etnia, descrevendo a estratégia da SEPPIR no contexto das políticas públicas universais e focalizadas. Por último, o diretor executivo da Incubadora Afro Brasileira, Giovanni Harvey, descreveu os vários processos desenvolvidos pela Incubadora, que é uma iniciativa com papel extremamente relevante no contexto de redução das desigualdades étnicas e de gênero no Brasil, além de falar sobre os indicadores e as metas para os anos de 2012 e 2013.
“Arte com fé” na Feira da Providência
Seminário “O papel da cultura negra na superação da miséria”
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