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Alunos de Bentley chegam para programa de “internship” na Incubadora

jan 2, 2012   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

Alunos da Universidade de Bentley, do estado de Massachusets, Estados Unidos, chegaram ao Rio de Janeiro para o programa de “Internship” na Incubadora Afro Brasileira. O objetivo desse estágio, que terá duração de 3 semanas, é que os estudantes possam entender o funcionamento da Incubadora e contribuir com seus conhecimentos para o desenvolvimento do trabalho feito com os empreendimentos incubados.

Em seu primeiro encontro com a equipe da Incubadora, os alunos Francesco Lococo, Anika Sutty, Christie Basile e Sophia Christakis fizeram considerações sobre suas expectativas quanto ao trabalho a ser desenvolvido durante o programa. Os quatro alunos falaram de diferentes aspectos que lhes interessam: conhecer a realidade econômica e cultural brasileira, entender como indivíduos e pequenas empresas podem ajudar a diminuir a pobreza e aprender sobre empreendedorismo.

Em seguida, foi feito um tour pela região portuária do Rio, onde estão sendo realizadas as obras de reurbanização visando a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O roteiro incluiu o Cais do Valongo, local onde cerca de 1 milhão de africanos desembarcaram para trabalho escravo no Brasil, o antigo armazém, hoje, Galpão da Cidadania, a Pedra do Sal e o Morro da Conceição.

Lançada Câmara Técnica de Promoção da Igualdade Racial

dez 22, 2011   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

Foi realizado o evento de instalação da Câmara Técnica de Promoção da Igualdade Racial na Secretaria de Assistência Social e de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro. À frente da Câmara está o Superintendente da promoção de igualdade racial, Marcelo Dias que compões a câmara junto com representantes de Secretarias Estaduais e instituições que atuam na luta pela igualdade racial como a Incubadora Afro Brasileira. O objetivo da câmara é a elaboração de um plano de enfrentamento ao racismo que deverá ter seus resultados apresentados até Fevereiro.

Compuseram a mesa do evento, que foi mediada pelo Superintendente Marcelo Dias, o Secretário de Assistência Social dos Direitos Humanos, Rodrigo Neves; o Subsecretário, Antônio Claret; Mãe Beata, representando a sociedade civil; o Coronel Jorge da Silva, uma referência na luta pelos direitos humanos e o Presidente do CEDINE, Paulo Roberto dos Santos. O Secretário anunciou, para Fevereiro, juntamente com a apresentação dos resultados do trabalho, o lançamento da campanha “Rio sem racismo”.

A importância desse espaço de discussão é a possibilidade de integração entre diferentes setores como saúde e educação com um mesmo objetivo: a criação de medidas capazes de amenizar desigualdades raciais. Segundo Paulo Roberto dos Santos, “o trabalho não termina aqui, isso é só um meio”, para ele, todo dia é dia de promover a igualdade racial.

Conclusão do curso de políticas públicas na zona portuária

dez 16, 2011   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

A FASE Rio concluiu hoje, no Instituto Central do Povo (Rua Rivadávia Correia, 188, Gamboa), o curso de “Políticas Públicas 2011: Viver na Zona Portuária: história, memória e conflitos urbanos”. O curso teve como principal objetivo estabelecer uma dinâmica de troca e de contribuição à construção de instrumentais de legitimidade social e política na luta por direitos.

Os debates estimulados ao longo do curso ressaltaram os aspectos conceituais sobre os processos históricos de evolução da zona portuária e geraram uma produção intelectual que subsidiará os processos e a agenda de luta do Fórum Comunitário do Porto. Participaram do curso moradores e moradoras, lideranças e agentes sociais que atuam em instituições, organizações, redes e fóruns envolvidos nas lutas de resistência às violações ao direito à cidade.

A FASE Rio é uma organização atuante na Amazônia, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco e Rio de Janeiro. O programa Rio de Janeiro atua na região metropolitana fluminense com a perspectiva de promoção do direito à cidade. A intervenção do programa se dá pela construção de alternativas a este modelo de desenvolvimento urbano, assim como pelo fortalecimento do tecido associativo local. Desta forma, a Fase no Rio de Janeiro estimula o surgimento e o crescimento de organizações sociais locais e regionais, defende e fortalece políticas públicas nas áreas de moradia, saneamento ambiental, recursos hídricos.

A FASE, de modo geral, objetiva contribuir para a construção de uma sociedade democrática através de uma alternativa de desenvolvimento sustentável que contemple a inclusão social com justiça, a sustentabilidade do meio ambiente e a universalização dos direitos sociais, econômicos, culturais, ambientais, civis e políticos.

Seminário promovido pela ONU Mulheres e pela Delegação da União Européia no Brasil

dez 5, 2011   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

A ONU Mulheres e a Delegação da União Européia no Brasil promoveram um seminário com o tema “Oportunidades e vantagens da inclusão da perspectiva de gênero nas políticas e estratégias de superação da pobreza no Brasil” no dia 2 de dezembro em Brasília. Estavam presentes representantes de instituições governamentais, não governamentais e de agências de cooperação multilateral do Sistema ONU.

Logo após a cerimônia de abertura, o secretário adjunto da Secretária extraordinária para superação da extrema pobreza, Cláudio Roquete, que estava representando a secretária Ana Fonseca, fez um diagnóstico das políticas sociais no Brasil, tendo como referente as políticas públicas “Bolsa Família” e “Brasil sem miséria”. O secretário respondeu perguntas do público e o debate se concentrou no perfil dos beneficiados pelo “Bolsa Família” e na estratégia de implementação do Plano de Superação da extrema pobreza no Brasil. A mesa redonda de abertura contou, principalmente, com a presença de autoridades representantes do Governo.

Depois do almoço as pesquisadoras do NEPA/UNICAMP, Emma Siliprandi e da Escola de serviço social da UFRJ, Ana Izabel Pelegrino, apresentaram os textos “Gênero e pobreza no meio rural com intersecção de raça e etnia” e “Gênero e pobreza no meio urbano com intersecção de raça e etnia”, debatidos, respectivamente pela diretora de políticas para as mulheres rurais e quilombolas, Andrea Butto e Maria Rosalina dos Santos, do Quilombo Tapui; e pela diretora do departamento de avaliação e gestão de informação, Júnia Quiroga e a representante do GT de Gênero do Fórum Nacional de Reforma Urbana, Aldebaran Moura. A mesa redonda seguinte foi sobre “Estudos sobre pobreza e Bolsa Família no Brasil”, estavam presentes a pesquisadora do CEDEPLAR/UFMG, Ana Hermeto, a diretora de estudos e políticas sociais do Ipea, Tatiana Silva e o pesquisador da diretoria de estudos e políticas sociais do Ipea, Rafael Osório.

Por fim, a última mesa do seminário tinha como tema “Estratégias de superação da pobreza para além dos programas de transferência de renda condicionada”. Primeiro falou a secretária de políticas de ações afirmativas, Anhamona de Brito, que fez uma análise da interseção das questões de gênero e etnia, descrevendo a estratégia da SEPPIR no contexto das políticas públicas universais e focalizadas. Por último, o diretor executivo da Incubadora Afro Brasileira, Giovanni Harvey, descreveu os vários processos desenvolvidos pela Incubadora, que é uma iniciativa com papel extremamente relevante no contexto de redução das desigualdades étnicas e de gênero no Brasil, além de falar sobre os indicadores e as metas para os anos de 2012 e 2013.

Projeto Mauá leva atividades culturais ao centro do Rio

dez 2, 2011   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

O Morro da Conceição recebe entre os dias 2 e 4 de dezembro o Projeto Mauá. Nessa oitava edição do projeto será celebrado o início das obras do Porto Maravilha, com uma série de atividades culturais gratuitas.  O público poderá visitar os ateliês participantes do “Arte por toda parte”, além de assistirem a shows, debates, performances, filmes e visitarem feiras de antiguidades e bugigangas.

Os ateliês estarão identificados com banners nas fachadas para facilitar a identificação, neles os visitantes encontrarão trabalhos com técnicas diversas e poderão conhecer um pouco melhor do processo de criação desses artistas. Além de ver também uma exposição com produtos das oficinas gratuitas oferecidas nos ateliês, que têm o intuito de mostrar a arte como geradora de renda. As oficinas são patrocinadas pelo Consórcio Porto Novo, que em junho assumiu a administração da manutenção e conservação da região portuária.

No dia 2, dia Nacional do Samba, a festa começará com a performance “Máscaras Interativas”, que se repetirá todos os dias integrando moradores e visitantes. Na Pedra do Sal haverá a lavagem da pedra e várias rodas de samba ao longo do dia. No sábado, dia 3, o bloco carnavalesco “Larga a onça, Alfredo!” vai se apresentar no palco localizado na Praça Major Valo, no alto do morro. Nesse dia a festa termina com a Orquestra Voadora, com seu som que mistura diversas vertentes musicais em ritmo de carnaval. Para finalizar o evento, no domingo, a Cia. de Mystérios e novidades apresenta seu show sobre pernas de pau e os Escravos de Mauá também prestigiam o evento fazendo sua última apresentação do ano.

A programação completa está no site: http://www.projetomaua.com.br/

Prefeitura inicia restauração do Centro Cultural José Bonifácio e cria o Circuito Histórico e Arqueológico de Celebração da Herança Africana

nov 18, 2011   //   por admin   //   Destaque  //  Sem Comentários

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, dia 16 de novembro, a criação do circuito histórico e arqueológico da herança africana, na região do centro da cidade, na zona portuária. A cerimônia que aconteceu no Centro Cultural José Bonifácio e posteriormente no Cais do Valongo, contou com a presença de representantes do movimento negro, como o jornalista e sambista Rubem Confete, que tanto lutaram para que essa memória fosse resguardada.

Por meio do programa Porto Maravilha, o Centro Cultural José Bonifácio, um grande casarão histórico construído no século XIX, será restaurado e integrará um circuito junto com diversos pontos de interesse da cultura e memória afro brasileira. O circuito será composto pelo Cais do Valongo, os Jardins do Valongo, a Pedra do Sal, o Largo do Depósito e o Instituto dos Pretos Novos. O objetivo é que o local se torne referência e possa ser visitado tanto por turistas quanto por alunos das escolas públicas e privadas do Rio.

Para o diretor executivo da Incubadora Afro brasileira, Giovanni Harvey, o Cais do Valongo preenche todos os requisitos para ser reconhecido como patrimônio histórico da humanidade, assim como já são os postos de saída dos navios negreiros em Dakar e Cabo Verde. O Cais, que se transformará em um monumento aberto, pode ser considerado um lugar especial desse circuito, já que foi um dos maiores portos de chegada de escravos do mundo, estimando-se que mais de um milhão de africanos desembarcaram no local. Todos os dias são encontrados, durante as escavações, objetos utilizados pelos escravos, como botões produzidos a partir de ossos bovinos, cachimbos de cerâmica e búzios de atividades religiosa. As obras estão sendo acompanhadas por arqueólogos e pesquisadores, para que haja todo o cuidado necessário.

A população carioca poderá reconhecer, finalmente, a importância do povo africano para a construção da cultura da nossa cidade, com o conhecimento que será adquirido nas visitações. Uma memória que por muitos anos ficou enterrada e consequentemente escondida e esquecida. Embora o passado não possa ser modificado, devemos lutar por um futuro mais justo de real integração e igualdade entre todos e para isso é fundamental que a história dos nossos antepassados seja devidamente lembrada.

Incubadora Afro Brasileira na FIRJAN

nov 10, 2011   //   por Thiago   //   Destaque  //  Sem Comentários

O Diretor Executivo da Incubadora Afro brasileira, Giovanni Harvey, palestrou na FIRJAN, no dia 04 de Outubro de 2011, em um seminário intitulado “Promoção do empreendedorismo e da igualdade racial no contexto dos grandes eventos esportivos”, dentro da mesa redonda “Formação profissional, de emprego e renda: oportunidades para ações afirmativas”.

Harvey baseou sua fala em premissas verdadeiras e falsas sobre as políticas públicas de inclusão racial. Iniciou falando sobre a premissa falsa de que a justificativa para a desigualdade entre brancos e negros estaria pautada exclusivamente na desigualdade de escolaridade e, portanto, a solução está em uma política universal como o PROUNI e não em uma política afirmativa como as cotas no vestibular. Segundo ele, apesar de ser verdade que, em média, a população negra tenha estudado menos, a desigualdade de oportunidades se mantém quando o universo de análise se restringe a brancos e negros com o mesmo grau de escolaridade.

Seu exemplo de premissa verdadeira foi à questão do ciclo econômico virtuoso, uma boa oportunidade para a inserção de novos segmentos historicamente discriminados. Para Harvey, com certeza é mais fácil incluir em um cenário positivo do que o oposto, no entanto, o cenário virtuoso por si só não é capaz de realizar nada. Por suas próprias palavras “é preciso haver vontade política, comprometimento político, para que as oportunidades geradas pelo ciclo virtuoso não aprofundem a concentração de renda, aumentando o fosso que separa a riqueza da pobreza”. E justamente nesse ponto está a principal dificuldade, a redistribuição de renda deve se basear em oportunidades, qualificação por si só não resolve o problema. Segundo o palestrante, devemos inverter o paradigma de que é preciso primeiro qualificar para depois democratizar as oportunidades.

Essas premissas são fundamentais porque elas pautam um diagnóstico, se elas são falsas ou baseadas em meias-verdades, o diagnóstico também será. Para exemplificar a questão, Harvey cita dois dos mais importantes diagnósticos realizados: o “Perfil do empreendedor Afro brasileiro no Estado do Rio de Janeiro”, pelo Centro de apoio ao desenvolvimento (CAD), coordenado por Jorge Aparecido Monteiro e “Destino Manifesto: o perfil dos empreendedores afro brasileiros”, pelo professor Marcelo Paixão da UFRJ, por meio do PNUD. Ambos concordam com o fato de que os empreendedores afro brasileiros concentram suas atividades no comércio e prestação de serviços, portanto, qualquer política deve se concentrar no setor.

Por fim, Harvey traçou uma meta: “consolidar, de forma sustentável empresas lideradas por homens e mulheres negras no Estado do Rio de Janeiro até junho de 2017”. Como fontes de recursos, foi sugerido o BNDES e o IAF. Para que isso se concretize de fato, se faz necessário acabar com a contradição que a elite brasileira tenta estabelecer, contrapondo as políticas universais e afirmativas. “Elas são complementares entre si e não antagônicas”, conclui Harvey.

Estudantes da Universidade de Bentley fazem estágio na Incubadora Afro Brasileira

nov 9, 2011   //   por Thiago   //   Destaque  //  Sem Comentários

A Incubadora Afro Brasileira tem chamado a atenção de muitos pesquisadores, universidades e outras instituições nacionais e estrangeiras. Com a experiência em incubação de empresas e o pioneirismo no desenvolvimento de tecnologias sociais, a Bentley University, em Boston, Estados Unidos, é uma das instituições que já enviou grupos de estudantes para visitar e participar das atividades da Incubadora Afro Brasileira.

Em julho de 2010 Mike Nowiszewski, Trang Lam, Trang Nyugen and Dan O’ Connel, alunos do Curso de Negócios Internacionais, passaram um mês em estágio no Rio de Janeiro visitando empreendedores apoiados pela incubadora e contribuindo para a melhoria de seus negócios. O estágio contou créditos acadêmicos para os alunos. Um segundo grupo de cinco alunos de MBA, Rita Assaf, Anna Derby, Jeff Roberts, Sam Mayville e Nick Darsh chegou em dezembro de 2010 e participou de uma série de atividades tais como a doação de consultoria e prestação de assistência remota para os empresários.

Tudo começou quando o Professor Nader Asgary viu a possibilidade de estender a experiência acadêmica de estudantes sobre o curso com o contato direto com os empresários num país em desenvolvimento apoiados por uma instituição de alta credibilidade na área. “Eles vieram com uma visão de bem-estar no trabalho da incubadora e encontrou uma ação emancipatória que vê o empreendedor como uma parte importante da produção de riqueza do país, mesmo que seja na economia informal”, disse o CEO, Giovanni Harvey.

Durante o estágio, os alunos completaram uma agenda que incluiu visitas a algumas empresas, consultorias, reuniões, participação institucional e apresentação de sugestões e dicas no final do processo. “O estágio foi muito diferente do que costumamos fazer nos Estados Unidos. Foi uma experiência prática e fomos tratados como funcionários do projeto “, lembrou o estudante Trang Nyugen.

Na prática, a permanência no Brasil levou os alunos à percepção da realidade que eles haviam entrado em contato apenas através de livros. “Foi uma experiência fantástica. Nós estávamos na vanguarda da aplicação de teorias e metodologias que aprendemos na escola “, disse o estudante Michael Nowiszewski.