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Evento na Vila Cruzeiro encerra programação do Mês da Consciência Negra

nov 29, 2011   //   por Coordenadora de Mídia   //   Evento  //  Sem Comentários
A Superintendência de Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, com o patrocínio da Petrobras, realizou o projeto “Zumbi Vive Aqui”, através do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo Neves – CADON (Ruth Pinheiro), em duas escolas municipais localizadas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. O evento, que encerrou a programação do Mês da Consciência Negra, contou com a presença das seguintes personalidades: Vanessa Pascale (atriz, apresentadora e produtora executiva), Mariah da Penha (atriz de teatro, televisão e cinema) e Alexandre Henderson (jornalista e apresentador). A empreendedora Sônia Baiana também foi convidada para participar da iniciativa e o Diretor executivo da Incubadora afro brasileira, Giovanni Harvey, mediou o talk show.

O evento foi aberto pelo Superintendente de Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Dias, nascido e criado na Vila Cruzeiro. Dias deu ênfase a questão da educação, ressaltando a importância de um investimento da prefeitura e chamando também atenção para o cumprimento da lei que instituiu a obrigatoriedade do ensino da História do Negro no Brasil e da História da África no sistema educacional brasileiro. As crianças presentes tinham entre 7 e 13 anos e por isso Harvey perguntou aos entrevistados o que eles estavam fazendo com a mesma idade. Todos contaram um pouco das suas histórias ressaltando a questão da superação dos desafios da vida. Segundo Alexandre Handerson, “é através da aquisição de conhecimentos que a auto-estima vai se firmando nessa idade”, por isso é tão importante formar a cabeça desses jovens, dando a eles a consciência de que a história será escrita por eles.

Vanessa Pascale contou sua trajetória como modelo, que teve início quando ela tinha apenas 13 anos, falou das experiências internacionais, do trabalho como atriz e do Programa Livros Animados. Ela buscou estimular que aquelas crianças e jovens investissem nos seus sonhos, sempre acreditando no seu próprio potencial, mesmo quando os outros não acreditam. Segundo ela, toda vez que alguém diz que ela não vai conseguir, ela “põe na cabeça que: agora é que ela vai conseguir”.  Mariah da Penha também incentivou que os alunos sempre lutem por aquilo que acreditam. Ela narrou sua trajetória educacional, focando nas dificuldades e preconceitos que sofreu por ser negra e “gordinha”, contando um pouco de como equilibra sua vida entre cinema, teatro e televisão e abordando a falta de papéis de destaque para atores e atrizes negros e negras.

O evento terminou ao som da música “Kizomba, a festa da raça”, cantada pela Vila Isabel no carnaval  de 1988, ano do  centenário da abolição da escravatura e ainda tiveram também leituras de trechos da obra do poeta Castro Alves. Vale, por fim, ressaltar a importância de eventos como esse, que dão as crianças exemplos de vida e despertam nelas um olhar diferente para o futuro, criam oportunidades e sonhos que antes nem se quer passavam por suas cabeças.

Festival da Mulher Afro Latina Americana e Caribenha

nov 29, 2011   //   por Coordenadora de Mídia   //   Evento  //  Sem Comentários
O Festival da Mulher Afro Latina Americana e Caribenha aconteceu no Centro de Convenções do Parque da Cidade, em Brasília, entre os dias 23 e 25 de novembro e contou com a participação do diretor executivo da Incubadora Afro Brasileira, Giovanni Harvey, convidado pelo CEERT de São Paulo. O evento, idealizado por Jaqueline Fernandes e realizado pela Griô produções em parceria com a organização “Pretas Candangas”, promoveu diversas mesas de debates.

A mesa “Desigualdades de gênero e raça no mercado de trabalho”, mediada pela ativista da organização “Pretas Candangas”, Daniela Luciana, abriu os debates e contou com a participação da procuradora federal e coordenadora nacional das ações de promoção de igualdade étnico-racial do Ministério Público Federal do trabalho – MPFT, Andrea Lopes, que abordou o trabalho desenvolvido pelo MPFT junto à federação brasileira dos bancos – FEBRABAN, além de parcerias com os Ministérios Públicos Estaduais e ações junto ao setor de supermercados. Também estava presente a líder sindical e diretora do CEERT, Neide Fonseca, que analisou políticas das lutas das mulheres negras nas últimas décadas e propôs metas de diversidade ao invés de cotas. Ainda no mesmo debate, a técnica de planejamentos e pesquisa do IPEA, Tatiana Silva, apresentou um estudo com recorte de gênero e etnia, além de demonstrar que existem distorções no mercado, mesmo quando o nível de escolaridade entre trabalhadores negros e brancos é o mesmo. Para finalizar a mesa, a advogada e Secretária de Políticas de ações afirmativas da Secretária de Políticas de promoção da igualdade racial da Presidência da República, Anhamona de Brito, falou do caráter sistêmico das políticas de ações afirmativas e do papel do Estado na redução das assimetrias étnicas e de gênero.

No dia 24, ocorreram três mesas, a primeira, “Trabalho doméstico”, moderada pela ativista da organização “Pretas Candangas”, Sabrina Faria, contou com a presença da Coordenadora do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho da OIT, que abordou o processo de luta pelo reconhecimento institucional dos direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas e a interseção entre a temática de gênero e raça na abordagem desta agenda. Além dela, a presidenta da Associação das Donas de Casa de Goías, Maria das Graças dos Santos, falou um pouco sobre a luta do reconhecimento das “donas de casa”, como agentes produtivas no mercado de trabalho. A Presidenta da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas – FENATRAD, Creuza Maria de Oliveira também participou dessa mesa, apresentando a estratégia da Federação e a articulação entre os vários sindicatos regionais em torno da institucionalização e obrigatoriedade do recolhimento do FGTS das trabalhadoras domésticas. Por fim, a integrante do Colegiado de Gestão do Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA, ativista e feminista, Natália Mori, abordou as contradições entre os discursos e as práticas da classe média em relação ao respeito aos direitos trabalhistas das trabalhadoras domésticas.

A segunda mesa redonda, com o tema “Linhas de Crédito e Incentivo aos Afronegócios”, mediada pela ativista do Nosso Coletivo Negro, Natália Maria, contou com a participação do Diretor executivo da Incubadora Afro Brasileira, Giovanni Harvey, que apresentou os resultados alcançados pela incubadora, os desafios superados e estimulou os empreendedores presentes a orientar a gestão dos seus negócios tendo como referência uma estratégia de longo prazo. A Incubadora tem como um dos focos de trabalho a promoção do empreendedorismo das mulheres negras. Além dele, a Presidente do Instituto Feira Preta e Empreendedora Social, Adriana Barbosa, apresentou o modelo de governança e gestão da Feira Preta e convidou os presentes a participar da X Edição do Evento que acontecerá no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, nos dias 17 e 18 de dezembro de 2011. Para encerrar o debate, o Diretor de Relações Institucionais do Centro de Integração de Negócios – INTEGRARE, Jeferson da Silva, analisou o papel das grandes corporações na alavancagem dos micro e pequenos negócios e apresentou os resultados financeiros alcançados em função da ação do INTEGRARE.

A terceira e última mesa redonda que aconteceu dia 24 foi sobre ”Previdência Social” e foi mediada pela ativista Uila Gabriela, da instituição “Pretas Candangas”. Esse debate contou com a Gerente de Projetos da Secretária de Direitos Humanos da Presidência da República, Deise Benedito, que fez uma análise do quadro de exclusão da população negra no acesso aos direitos previdenciários. Falou também o Coordenador de Projetos do CEERT e advogado, Daniel Teixeira, que fez uma análise histórica da evolução do acesso aos direitos previdenciários pela população negra. Além do Diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Rogério Nagamini, que apresentou dados atualizados sobre o perfil contributivo dos beneficiários do regime geral da previdência social.

O último dia do evento teve duas mesas, a primeira, sobre “Pesquisadora Negras”, mediada por Juliana Nunes, contou com a participação da Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes; a Diretora executiva do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Maria Aparecida Bento; a Pesquisadora da Universidade de Brasília, mestranda em Literatura, Andressa Marques e a Doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, Janaína Damasceno. O debate abordou a importância da formação de pesquisadoras negras no Brasil, os desafios e experiências enfrentados por elas dentro das universidades, além da necessidade de pesquisas em áreas de interesse específico para afrodescendentes e da formação de um mercado de trabalho. A segunda mesa que encerrou o ciclo de debates teve como tema “Trabalhadoras do campo”, abordando o cotidiano das mulheres negras que vivem no campo, em sua maioria em comunidades quilombolas, com as dificuldades e os potenciais de trabalho, além da divisão do trabalho entres mulheres e homens a as interfaces com o estado. Participaram dessa mesa a Coordenadora Territorial do Etnodesenvolvimento em Economia solidária, Kátia Penha; a Coordenadora Executiva da Coordenação Nacional de Articulação de Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, Sandra Maria Andrade e a Coordenadora do Quilombo Mesquita e líder comunitária quilombola, Sandra Braga.

Empreendedores no Prêmio Camélia da Liberdade 2011

nov 17, 2011   //   por Coordenadora de Mídia   //   Evento  //  1 Comentário

Empreendedores da Incubadora Afro Brasileira compareceram à entrega do Prêmio Camélia da Liberdade 2011 realizado na casa de shows Vivo Rio. Iniciativa do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP, o Prêmio Camélia da Liberdade reconhece instituições de ensino, empresas, profissionais da imprensa e personalidades que apoiam a integração do negro na sociedade. Dentre as instituições premiada, estão a Universidade Federal de Sergipe, a Rede Accor de Hotéis e o Programa Senai de Ações Inclusivas – PSAI, que contou com a presença da  gestora Loni Elisete Manica. Com apresentação da atriz e poetisa Elisa Lucinda e do ator Érico Brás, o evento contou com apresentações de Luiz Melodia e Elza Soares.

Incubadora Afro Brasileira e o Dia da Mulher Negra na América Latina e Caribe

nov 10, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

A Incubadora Afro Brasileira participou do evento para celebrar o Dia da Mulher Negra na América Latina e no Caribe.
O evento comemorou no dia 25 de julho, o Dia da Mulher Negra na América Latina e Caribe com debates, exposições, feiras, desfiles de moda, comida típica, teatro, concertos e espectáculos de dança. Os principais temas abordados foram: diversidade étnica, gênero, saúde e empreendedorismo. A Incubadora Afro Brasileira se fez presente na mesa  “Mulheres Negras, seus desafios , origens e perspectivas “, com a participação da Gerente de Relações Institucionais da incubadora, Marcia Ferreira.

Incubadora Afro Brasileira participa da comemoração de 5 anos da Lei Maria da Penha

nov 10, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

No último dia 5 de agosto foi realizado no Rio de Janeiro o Ato Show em comemoração aos 5 anos de vigência da Lei Maria da Penha. O Evento, promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Empresa Petrobras e a BR distribuidora, contou com a presença de cerca de 4 mil mulheres vindas de todo país. Houve oficinas, mostras de filmes, feira com barracas de mulheres empreendedoras, atividades culturais e atendimento, promovido pela rede pública, às mulheres vítimas de violência presentes no local.

A Petrobras distribuiu cerca de 10 mil cartilhas e formalizou a entrega de mais 1 milhão de cartilhas de bolso explicativas sobre a lei à Secretaria de Política para as Mulheres. Estas serão distribuídas em todo o Brasil pela empresa distribuidora de gás natural Liquigás, a produção destas cartilhas é uma tentativa de difundir o tema e diminuir a falta de informação sobre a lei.

Neste evento ainda foi assinada a cooperação entre o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria para as Mulheres de estender a Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180 para fora do país, assim mulheres residentes fora do Brasil e vitimadas pela violência podem receber atendimento gratuito e informações sobre o direito das mulheres 24 horas por dia.

Lei Maria da Penha

A lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, é um marco na luta pelo direito das mulheres no Brasil. A lei alterou o código penal brasileiro, a partir dela, os agressores de mulheres passam a ser presos em flagrante ou podem ter a prisão preventiva decretada, não mais sendo possível cumprir penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas, por exemplo. A lei é considerada pela ONU como a terceira melhor no mundo na área, e é uma importante conquista da Implementação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e no Combate à Violência Doméstica.

A Incubadora no evento

A Incubadora Afrobrasileira participou do evento apoiando empreendedoras que expuseram seus produtos na feira de artigos, localizada no saguão do segundo piso, da atividade. Participaram 6 empreendedoras expondo artigos diferentes. Conversamos com algumas delas sobre a repercussão da venda de seus produtos com relação a consumidores estrangeiros e suas perspectivas com relação ao mercado internacional.

“A Incubadora Afrobrasileira me ajudou a dar visibilidade de mercado ao meu negócio. Muitas pessoas dizem que meu produto poderia ser exportado, que teria uma grande aceitação, porém eu penso que esse deve ser um plano para o futuro, meu produto é muito exclusivo, não faço por atacado. Precisaria de parcerias que me ajudassem a fazer isso, levar meus produtos para outros países.” disse Jane Gomes, estilista da grife Cabrocha.

“Meu produto atrai muito o público estrangeiro, porque eu não sou apenas uma baiana do acarajé, faço toda uma produção em minha barraca, não vendo apenas o acarajé, eu represento toda uma cultura afrobrasileira através da gastronomia e isso traz outros seguimentos que agregam valor ao universo desta minha cultura” disse Sônia Baiana, empreendedora de comidas típicas da Bahia.

“A porta do mercado externo para mim já foi aberta, estou agora fortalecendo os pedidos, aumentando a clientela, está acontecendo algo fantástico. Já exportei para a Angola” relatou Maria Nilza, estilista da grife de bolsas Zanille Bolsas.

“Mostrar o meu trabalho, que agrega materiais recicláveis, e saber que as pessoas gostam dele é muito gratificante. Hoje eu exporto, através de uma parceria, e meu trabalho é bem aceito em Boston – EUA” disse Mary Biju, designer de jóias da ZMary Bijuterias.

“O artesanato brasileiro é muito valorizado no mercado internacional, pensamos em exportar, assim que tivermos a estrutura e as parcerias necessárias para isso” explicaram Ionara Borges e Consuelo, artesãs da grife Tissu e Consuela Artes, Bolsas e Acessórios.

A Incubadora Afrobrasileira hoje apóia 1032 empreendedores, sendo que destes 743 são empreendimentos que são geridos por mulheres, sendo 516 negras.

Incubadora Afro Brasileira recebe delegação da Tanzânia

nov 9, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

A Incubadora Afro Brasileira foi indicada pelo Centro Internacional de Pobreza das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no Brasil, para apresentar, nos dias 23 e 24 de julho de 2007, à missão do Governo da República Unida da Tanzânia o trabalho que realiza para estimular o desenvolvimento, fortalecimento e sustentabilidade de empreendimentos.

O objetivo da delegação: é estudar políticas, estratégias e programas voltados à melhoria das capacidades individuais, aumentando sua segurança sócio-econômica; analisar iniciativas de redução da pobreza e políticas de empoderamento de grupos populacionais em situação de vulnerabilidade; favorecer a cooperação Sul-Sul intermediada pelo Centro Internacional da Pobreza da ONU e adquirir conhecimentos que permitam a inserção da Tanzânia na economia de mercado.

Estava à frente da missão a Vice-Ministra de Planejamento, Economia e Empoderamento da Tanzânia, Joyce Mapunjo e fazia parte da delegação o diretor de empoderamento, Pingu Korongo; a economista Tabu Ndatulu e os assessores Victor Mwainyakule e Clifford Tandari.

A delegação tanzaniana esteve no Palácio das Ongs (Palong) para uma apresentação teórica da iniciativa de incubação de negócios realizada pela Incubadora  e também da sua replicação a Incubadora de Empreendimentos Populares (IEP). A etapa prática da missão teve início com a visitação à II Feira de negócios da Incubadora Afro Brasileira na estação Maracanã do metrô. Lá eles conversaram com os empreendedores, não só da IA, mas também da IEP e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), compraram produtos e utilizaram serviços como o de massagem relaxante.

Encerrada a programação do dia, foi oferecido um jantar especial na sede da IA preparado pelos empreendedores Sônia Baiana com seus famosos acarajés e a moqueca de forno da Tia Rosa que junto com Décio Cavaquinho interpretaram sucessos da MPB para o deleite dos convidados.

No último dia de atividades foi promovida uma reunião no Departamento Internacional da Petrobras, patrocinadora da Incubadora Afro Brasileira, com o Gestor de Projetos Sociais, Fernando Francisca e o representante da Coordenação de Responsabilidade Social da Área Intenacional, Marcelo Fontenelle.

A delegação esteve mais uma vez na Palong para uma conversa com empreendedores da Incubadora Afro Brasileira, da Incubadora de Empreendimentos Populares – IEP, da Baixada Fluminense, e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos – IEE, de São Gonçalo, e na Mostra do Artesanato nos Jogos do Pan 2007, no Forte de Copacabana, para uma visita aos stands dos empreendedores da IA e IEP.

Ao final do encontro, os integrantes da delegação foram presenteados com a boneca “Mulher Negra” do empreendedor, Henrique Matuscello.

Em agradecimento à programação promovida pela Incubadora Afro Brasileira, a delegação da Tanzânia ofertou aos membros da IA e IEP, latas de café produzido no país, e Cangas, peças do vestuário feminino tanzaniano.

Incubadora trabalha no sistema prisional

nov 9, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

A realidade do sistema prisional brasileiro é desumana com uma infra-estrutura pobre e má preparação de pessoal para receber os presos, que são ainda mais impotentes quando são libertados. Embora existam leis como a LEP (Lei de Execução Penal), que defendem os direitos humanos dos presos, a situação atingiu o limite da degradação humana, assim, a taxa de reincidência criminal é alta. O sistema pune e não recupera, deixando de lado a causa para se preocupar apenas com o efeito, que tem graves consequências para toda a sociedade.

Com o objetivo de superar esta falta de ação em favor do resgate da cidadania dessas pessoas, foi criado em 2006, a Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), um ato de responsabilidade social patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de integração Sociais e Culturais (CISC). A instituição reaplica a tecnologia social de apoio e orientada pela Incubadora Afro Brasileira, dando a oportunidade de reinserção social através do empreendedorismo. As habilidades e treinamentos empresariais são feitos com consultores em diversas áreas como contabilidade, marketing, planejamento de negócios e psicologia no atendimento e participação em feiras, eventos, cursos e conferências.

Inicialmente, o trabalho foi feito com detentos e ex-internos do Estado do Rio de Janeiro, capacitando-os com a missão de torná-los protagonistas de negócios. Em 2011, o benefício público foi estendido para incluir os jovens, familiares e a população que vive perto da sede em São Gonçalo. Além disso, iniciou a formação de agentes multiplicadores, disseminando a metodologia desenvolvida para outros estados.

Após o 1º aniversário em 2007,  a IEE ganhou o Prêmio Top Social ADVB (Associação de Vendas e líderes de Marketing do Brasil), concedido a instituições que se destacaram na prática de responsabilidade social. Agora, em 2011, concorre ao prêmio Ashoka Changemakers, que selecionará a instituição que melhor atender aos critérios de inovação, impacto social e responsabilidade. Os prêmios reduzem a distância entre o privado e o setor público, aumenta a visibilidade do projeto e eleva o projeto a um nível em que é possível, com compromisso e seriedade,  melhorar as relações humanas e, conseqüentemente,  a sociedade.

Assim, promove uma verdadeira mudança cultural, tanto no individual quanto no desenvolvimento econômico da região metropolitana do Rio e, eventualmente, outros estados. A população carcerária é agora realmente assistida, tanto atrás das grades, como em liberdade, com reais possibilidades de recuperação e reintegração, através do resgate de suas identidades e histórias, tem a chance de finalmente ser cidadãos plenamente.

Missão do Vietnã visita a incubadora

nov 9, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários
A Incubadora afro brasileira recebeu a visita da missão de estudos da República Socialista do Vietnã sobre Políticas Sociais para Minorias Étnicas do Governo, mediada pelo Centro Internacional de Pobreza (IPC). Organizada pelo Comitê de Estado para Minorias Étnicas da República Socialista do Vietnã (CEM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Vietnã (PNUD), o objetivo dos estudos foi aprender com as políticas sociais e experiências brasileiras bem sucedidas.

A missão, liderada pelo Vice Ministro do CEM, Mr Ha Hung, era composta por representantes do Ministério do Trabalho, Inválidos de Guerra e o Ministério das Relações Exteriores. Em reuniões, seminários e palestras, que aconteceram em Brasília, foi promovido um intercâmbio de experiências entre a América Latina e o Sudeste Asiático, com o debate de políticas de proteção social inovadoras, direcionadas à superação da pobreza crônica de minorias étnicas.

Esses estudos se diferenciaram dos outros, da Tanzânia e da África de Sul, pelo viés mais prático, com visitas ao Centro de Trabalho Indigenista, uma ONG fundada por antropólogos que visa esclarecer leis de proteção territorial aos Índios, para que os mesmos possam garantir o controle territorial; ao Instituto Socioambiental, de ativistas e pesquisadores de causas ambientais; à FUNASA, Fundação Nacional de Saúde; às Quilombolas, comunidades de descendentes de escravos africanos no
Vale do Ribeira, em São Paulo, onde a delegação vietnamita teve a oportunidade de conversar com líderes locais, interagir com a população nativa, aprender com as políticas sociais, vendo o impacto na vida da população, além de se reunir com governos municipais e ONGs e com a Incubadora Afro Brasileira, que tem como missão promover o protagonismo econômico de profissionais e empreendedores afro-brasileiros.

Segundo Giovanni Harvey, direto executivo da incubadora, a delegação tinha grande interesse pela questão das mulheres, o que coincide com o perfil de beneficiados pela Incubadora, que é aproximadamente 77% de mulheres, além de se encaixar perfeitamente no foco central da discussão dos estudos, já que a mesma possui um viés étnico.    A missão encontrou com empreendedores beneficiados pela instituição, além de participar de reuniões com gerentes e diretores da IA, da IEP (Incubadora de Empreendimentos Populares) e do Instituto Palmares de Direitos Humanos.

Esse intercâmbio entre o Brasil e o Vietnã foi extremamente importante, com a discussão de temas como a mobilidade social, a transferência de renda e a pobreza crônica, tão relevantes para a dignidade de minorias, que continuam tendo que lutar muito para terem seus espaços reconhecidos na sociedade. Os países envolvidos, visto que já reconheceram a discriminação como um problema latente, devem se focar na efetiva realização dessa discussão, com políticas públicas e apoio a ONGs que favorecem a causa, além de levar o tema para a população em si, fundamental nesse processo.

Incubadora Afro Brasileira ganha prêmio Orilaxe

nov 9, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

A Incubadora afro brasileira ganhou, em 2005, o prêmio Orilaxé na categoria projeto social. Criado pelo grupo Afroreggae em 2000, para a celebração de seu sétimo aniversário, se tornou uma importante premiação dos movimentos sociais. A Instituição teve, por meio do prêmio, o reconhecimento de seu trabalho de valorização e divulgação da cultura afro-brasileira, diminuindo injustiças sociais. Orilaxé, na linguagem do povo Iorubás, quer dizer “a cabeça que tem o poder de transformação”. É, portanto, segundo os próprios criadores, mais do que uma simples premiação, é o reconhecimento de que cada um tem a responsabilidade e a possibilidade de mudar a nossa realidade, contribuindo para a qualidade de vida de todos.

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