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Incubadora Afro Brasileira participa da comemoração de 5 anos da Lei Maria da Penha

nov 10, 2011   //   por Thiago   //   Notícias  //  Sem Comentários

No último dia 5 de agosto foi realizado no Rio de Janeiro o Ato Show em comemoração aos 5 anos de vigência da Lei Maria da Penha. O Evento, promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Governo Federal, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Prefeitura do Rio de Janeiro, a Empresa Petrobras e a BR distribuidora, contou com a presença de cerca de 4 mil mulheres vindas de todo país. Houve oficinas, mostras de filmes, feira com barracas de mulheres empreendedoras, atividades culturais e atendimento, promovido pela rede pública, às mulheres vítimas de violência presentes no local.

A Petrobras distribuiu cerca de 10 mil cartilhas e formalizou a entrega de mais 1 milhão de cartilhas de bolso explicativas sobre a lei à Secretaria de Política para as Mulheres. Estas serão distribuídas em todo o Brasil pela empresa distribuidora de gás natural Liquigás, a produção destas cartilhas é uma tentativa de difundir o tema e diminuir a falta de informação sobre a lei.

Neste evento ainda foi assinada a cooperação entre o Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria para as Mulheres de estender a Central de Atendimento à Mulher – o Ligue 180 para fora do país, assim mulheres residentes fora do Brasil e vitimadas pela violência podem receber atendimento gratuito e informações sobre o direito das mulheres 24 horas por dia.

Lei Maria da Penha

A lei 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, é um marco na luta pelo direito das mulheres no Brasil. A lei alterou o código penal brasileiro, a partir dela, os agressores de mulheres passam a ser presos em flagrante ou podem ter a prisão preventiva decretada, não mais sendo possível cumprir penas alternativas, como o pagamento de cestas básicas, por exemplo. A lei é considerada pela ONU como a terceira melhor no mundo na área, e é uma importante conquista da Implementação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres e no Combate à Violência Doméstica.

A Incubadora no evento

A Incubadora Afrobrasileira participou do evento apoiando empreendedoras que expuseram seus produtos na feira de artigos, localizada no saguão do segundo piso, da atividade. Participaram 6 empreendedoras expondo artigos diferentes. Conversamos com algumas delas sobre a repercussão da venda de seus produtos com relação a consumidores estrangeiros e suas perspectivas com relação ao mercado internacional.

“A Incubadora Afrobrasileira me ajudou a dar visibilidade de mercado ao meu negócio. Muitas pessoas dizem que meu produto poderia ser exportado, que teria uma grande aceitação, porém eu penso que esse deve ser um plano para o futuro, meu produto é muito exclusivo, não faço por atacado. Precisaria de parcerias que me ajudassem a fazer isso, levar meus produtos para outros países.” disse Jane Gomes, estilista da grife Cabrocha.

“Meu produto atrai muito o público estrangeiro, porque eu não sou apenas uma baiana do acarajé, faço toda uma produção em minha barraca, não vendo apenas o acarajé, eu represento toda uma cultura afrobrasileira através da gastronomia e isso traz outros seguimentos que agregam valor ao universo desta minha cultura” disse Sônia Baiana, empreendedora de comidas típicas da Bahia.

“A porta do mercado externo para mim já foi aberta, estou agora fortalecendo os pedidos, aumentando a clientela, está acontecendo algo fantástico. Já exportei para a Angola” relatou Maria Nilza, estilista da grife de bolsas Zanille Bolsas.

“Mostrar o meu trabalho, que agrega materiais recicláveis, e saber que as pessoas gostam dele é muito gratificante. Hoje eu exporto, através de uma parceria, e meu trabalho é bem aceito em Boston – EUA” disse Mary Biju, designer de jóias da ZMary Bijuterias.

“O artesanato brasileiro é muito valorizado no mercado internacional, pensamos em exportar, assim que tivermos a estrutura e as parcerias necessárias para isso” explicaram Ionara Borges e Consuelo, artesãs da grife Tissu e Consuela Artes, Bolsas e Acessórios.

A Incubadora Afrobrasileira hoje apóia 1032 empreendedores, sendo que destes 743 são empreendimentos que são geridos por mulheres, sendo 516 negras.

Incubadora Afro Brasileira recebe delegação da Tanzânia

nov 9, 2011   //   por Thiago   //   Notícias  //  Sem Comentários

A Incubadora Afro Brasileira foi indicada pelo Centro Internacional de Pobreza das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no Brasil, para apresentar, nos dias 23 e 24 de julho de 2007, à missão do Governo da República Unida da Tanzânia o trabalho que realiza para estimular o desenvolvimento, fortalecimento e sustentabilidade de empreendimentos.

O objetivo da delegação: é estudar políticas, estratégias e programas voltados à melhoria das capacidades individuais, aumentando sua segurança sócio-econômica; analisar iniciativas de redução da pobreza e políticas de empoderamento de grupos populacionais em situação de vulnerabilidade; favorecer a cooperação Sul-Sul intermediada pelo Centro Internacional da Pobreza da ONU e adquirir conhecimentos que permitam a inserção da Tanzânia na economia de mercado.

Estava à frente da missão a Vice-Ministra de Planejamento, Economia e Empoderamento da Tanzânia, Joyce Mapunjo e fazia parte da delegação o diretor de empoderamento, Pingu Korongo; a economista Tabu Ndatulu e os assessores Victor Mwainyakule e Clifford Tandari.

A delegação tanzaniana esteve no Palácio das Ongs (Palong) para uma apresentação teórica da iniciativa de incubação de negócios realizada pela Incubadora  e também da sua replicação a Incubadora de Empreendimentos Populares (IEP). A etapa prática da missão teve início com a visitação à II Feira de negócios da Incubadora Afro Brasileira na estação Maracanã do metrô. Lá eles conversaram com os empreendedores, não só da IA, mas também da IEP e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), compraram produtos e utilizaram serviços como o de massagem relaxante.

Encerrada a programação do dia, foi oferecido um jantar especial na sede da IA preparado pelos empreendedores Sônia Baiana com seus famosos acarajés e a moqueca de forno da Tia Rosa que junto com Décio Cavaquinho interpretaram sucessos da MPB para o deleite dos convidados.

No último dia de atividades foi promovida uma reunião no Departamento Internacional da Petrobras, patrocinadora da Incubadora Afro Brasileira, com o Gestor de Projetos Sociais, Fernando Francisca e o representante da Coordenação de Responsabilidade Social da Área Intenacional, Marcelo Fontenelle.

A delegação esteve mais uma vez na Palong para uma conversa com empreendedores da Incubadora Afro Brasileira, da Incubadora de Empreendimentos Populares – IEP, da Baixada Fluminense, e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos – IEE, de São Gonçalo, e na Mostra do Artesanato nos Jogos do Pan 2007, no Forte de Copacabana, para uma visita aos stands dos empreendedores da IA e IEP.

Ao final do encontro, os integrantes da delegação foram presenteados com a boneca “Mulher Negra” do empreendedor, Henrique Matuscello.

Em agradecimento à programação promovida pela Incubadora Afro Brasileira, a delegação da Tanzânia ofertou aos membros da IA e IEP, latas de café produzido no país, e Cangas, peças do vestuário feminino tanzaniano.

Incubadora trabalha no sistema prisional

nov 9, 2011   //   por Thiago   //   Notícias  //  Sem Comentários

A realidade do sistema prisional brasileiro é desumana com uma infra-estrutura pobre e má preparação de pessoal para receber os presos, que são ainda mais impotentes quando são libertados. Embora existam leis como a LEP (Lei de Execução Penal), que defendem os direitos humanos dos presos, a situação atingiu o limite da degradação humana, assim, a taxa de reincidência criminal é alta. O sistema pune e não recupera, deixando de lado a causa para se preocupar apenas com o efeito, que tem graves consequências para toda a sociedade.

Com o objetivo de superar esta falta de ação em favor do resgate da cidadania dessas pessoas, foi criado em 2006, a Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), um ato de responsabilidade social patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de integração Sociais e Culturais (CISC). A instituição reaplica a tecnologia social de apoio e orientada pela Incubadora Afro Brasileira, dando a oportunidade de reinserção social através do empreendedorismo. As habilidades e treinamentos empresariais são feitos com consultores em diversas áreas como contabilidade, marketing, planejamento de negócios e psicologia no atendimento e participação em feiras, eventos, cursos e conferências.

Inicialmente, o trabalho foi feito com detentos e ex-internos do Estado do Rio de Janeiro, capacitando-os com a missão de torná-los protagonistas de negócios. Em 2011, o benefício público foi estendido para incluir os jovens, familiares e a população que vive perto da sede em São Gonçalo. Além disso, iniciou a formação de agentes multiplicadores, disseminando a metodologia desenvolvida para outros estados.

Após o 1º aniversário em 2007,  a IEE ganhou o Prêmio Top Social ADVB (Associação de Vendas e líderes de Marketing do Brasil), concedido a instituições que se destacaram na prática de responsabilidade social. Agora, em 2011, concorre ao prêmio Ashoka Changemakers, que selecionará a instituição que melhor atender aos critérios de inovação, impacto social e responsabilidade. Os prêmios reduzem a distância entre o privado e o setor público, aumenta a visibilidade do projeto e eleva o projeto a um nível em que é possível, com compromisso e seriedade,  melhorar as relações humanas e, conseqüentemente,  a sociedade.

Assim, promove uma verdadeira mudança cultural, tanto no individual quanto no desenvolvimento econômico da região metropolitana do Rio e, eventualmente, outros estados. A população carcerária é agora realmente assistida, tanto atrás das grades, como em liberdade, com reais possibilidades de recuperação e reintegração, através do resgate de suas identidades e histórias, tem a chance de finalmente ser cidadãos plenamente.

Missão do Vietnã visita a incubadora

nov 9, 2011   //   por Thiago   //   Notícias  //  Sem Comentários
A Incubadora afro brasileira recebeu a visita da missão de estudos da República Socialista do Vietnã sobre Políticas Sociais para Minorias Étnicas do Governo, mediada pelo Centro Internacional de Pobreza (IPC). Organizada pelo Comitê de Estado para Minorias Étnicas da República Socialista do Vietnã (CEM) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Vietnã (PNUD), o objetivo dos estudos foi aprender com as políticas sociais e experiências brasileiras bem sucedidas.

A missão, liderada pelo Vice Ministro do CEM, Mr Ha Hung, era composta por representantes do Ministério do Trabalho, Inválidos de Guerra e o Ministério das Relações Exteriores. Em reuniões, seminários e palestras, que aconteceram em Brasília, foi promovido um intercâmbio de experiências entre a América Latina e o Sudeste Asiático, com o debate de políticas de proteção social inovadoras, direcionadas à superação da pobreza crônica de minorias étnicas.

Esses estudos se diferenciaram dos outros, da Tanzânia e da África de Sul, pelo viés mais prático, com visitas ao Centro de Trabalho Indigenista, uma ONG fundada por antropólogos que visa esclarecer leis de proteção territorial aos Índios, para que os mesmos possam garantir o controle territorial; ao Instituto Socioambiental, de ativistas e pesquisadores de causas ambientais; à FUNASA, Fundação Nacional de Saúde; às Quilombolas, comunidades de descendentes de escravos africanos no
Vale do Ribeira, em São Paulo, onde a delegação vietnamita teve a oportunidade de conversar com líderes locais, interagir com a população nativa, aprender com as políticas sociais, vendo o impacto na vida da população, além de se reunir com governos municipais e ONGs e com a Incubadora Afro Brasileira, que tem como missão promover o protagonismo econômico de profissionais e empreendedores afro-brasileiros.

Segundo Giovanni Harvey, direto executivo da incubadora, a delegação tinha grande interesse pela questão das mulheres, o que coincide com o perfil de beneficiados pela Incubadora, que é aproximadamente 77% de mulheres, além de se encaixar perfeitamente no foco central da discussão dos estudos, já que a mesma possui um viés étnico.    A missão encontrou com empreendedores beneficiados pela instituição, além de participar de reuniões com gerentes e diretores da IA, da IEP (Incubadora de Empreendimentos Populares) e do Instituto Palmares de Direitos Humanos.

Esse intercâmbio entre o Brasil e o Vietnã foi extremamente importante, com a discussão de temas como a mobilidade social, a transferência de renda e a pobreza crônica, tão relevantes para a dignidade de minorias, que continuam tendo que lutar muito para terem seus espaços reconhecidos na sociedade. Os países envolvidos, visto que já reconheceram a discriminação como um problema latente, devem se focar na efetiva realização dessa discussão, com políticas públicas e apoio a ONGs que favorecem a causa, além de levar o tema para a população em si, fundamental nesse processo.

Incubadora Afro Brasileira ganha prêmio Orilaxe

nov 9, 2011   //   por Thiago   //   Notícias  //  Sem Comentários

A Incubadora afro brasileira ganhou, em 2005, o prêmio Orilaxé na categoria projeto social. Criado pelo grupo Afroreggae em 2000, para a celebração de seu sétimo aniversário, se tornou uma importante premiação dos movimentos sociais. A Instituição teve, por meio do prêmio, o reconhecimento de seu trabalho de valorização e divulgação da cultura afro-brasileira, diminuindo injustiças sociais. Orilaxé, na linguagem do povo Iorubás, quer dizer “a cabeça que tem o poder de transformação”. É, portanto, segundo os próprios criadores, mais do que uma simples premiação, é o reconhecimento de que cada um tem a responsabilidade e a possibilidade de mudar a nossa realidade, contribuindo para a qualidade de vida de todos.

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