Incubadora trabalha no sistema prisional

nov 9, 2011   //   por deustaquio   //   Evento  //  Sem Comentários

A realidade do sistema prisional brasileiro é desumana com uma infra-estrutura pobre e má preparação de pessoal para receber os presos, que são ainda mais impotentes quando são libertados. Embora existam leis como a LEP (Lei de Execução Penal), que defendem os direitos humanos dos presos, a situação atingiu o limite da degradação humana, assim, a taxa de reincidência criminal é alta. O sistema pune e não recupera, deixando de lado a causa para se preocupar apenas com o efeito, que tem graves consequências para toda a sociedade.

Com o objetivo de superar esta falta de ação em favor do resgate da cidadania dessas pessoas, foi criado em 2006, a Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), um ato de responsabilidade social patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Centro de integração Sociais e Culturais (CISC). A instituição reaplica a tecnologia social de apoio e orientada pela Incubadora Afro Brasileira, dando a oportunidade de reinserção social através do empreendedorismo. As habilidades e treinamentos empresariais são feitos com consultores em diversas áreas como contabilidade, marketing, planejamento de negócios e psicologia no atendimento e participação em feiras, eventos, cursos e conferências.

Inicialmente, o trabalho foi feito com detentos e ex-internos do Estado do Rio de Janeiro, capacitando-os com a missão de torná-los protagonistas de negócios. Em 2011, o benefício público foi estendido para incluir os jovens, familiares e a população que vive perto da sede em São Gonçalo. Além disso, iniciou a formação de agentes multiplicadores, disseminando a metodologia desenvolvida para outros estados.

Após o 1º aniversário em 2007,  a IEE ganhou o Prêmio Top Social ADVB (Associação de Vendas e líderes de Marketing do Brasil), concedido a instituições que se destacaram na prática de responsabilidade social. Agora, em 2011, concorre ao prêmio Ashoka Changemakers, que selecionará a instituição que melhor atender aos critérios de inovação, impacto social e responsabilidade. Os prêmios reduzem a distância entre o privado e o setor público, aumenta a visibilidade do projeto e eleva o projeto a um nível em que é possível, com compromisso e seriedade,  melhorar as relações humanas e, conseqüentemente,  a sociedade.

Assim, promove uma verdadeira mudança cultural, tanto no individual quanto no desenvolvimento econômico da região metropolitana do Rio e, eventualmente, outros estados. A população carcerária é agora realmente assistida, tanto atrás das grades, como em liberdade, com reais possibilidades de recuperação e reintegração, através do resgate de suas identidades e histórias, tem a chance de finalmente ser cidadãos plenamente.

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