Evento na Vila Cruzeiro encerra programação do Mês da Consciência Negra

nov 29, 2011   //   por admin   //   Notícias  //  Sem Comentários
A Superintendência de Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, com o patrocínio da Petrobras, realizou o projeto “Zumbi Vive Aqui”, através do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo Neves – CADON (Ruth Pinheiro), em duas escolas municipais localizadas na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha. O evento, que encerrou a programação do Mês da Consciência Negra, contou com a presença das seguintes personalidades: Vanessa Pascale (atriz, apresentadora e produtora executiva), Mariah da Penha (atriz de teatro, televisão e cinema) e Alexandre Henderson (jornalista e apresentador). A empreendedora Sônia Baiana também foi convidada para participar da iniciativa e o Diretor executivo da Incubadora afro brasileira, Giovanni Harvey, mediou o talk show.

O evento foi aberto pelo Superintendente de Igualdade Racial do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Dias, nascido e criado na Vila Cruzeiro. Dias deu ênfase a questão da educação, ressaltando a importância de um investimento da prefeitura e chamando também atenção para o cumprimento da lei que instituiu a obrigatoriedade do ensino da História do Negro no Brasil e da História da África no sistema educacional brasileiro. As crianças presentes tinham entre 7 e 13 anos e por isso Harvey perguntou aos entrevistados o que eles estavam fazendo com a mesma idade. Todos contaram um pouco das suas histórias ressaltando a questão da superação dos desafios da vida. Segundo Alexandre Handerson, “é através da aquisição de conhecimentos que a auto-estima vai se firmando nessa idade”, por isso é tão importante formar a cabeça desses jovens, dando a eles a consciência de que a história será escrita por eles.

Vanessa Pascale contou sua trajetória como modelo, que teve início quando ela tinha apenas 13 anos, falou das experiências internacionais, do trabalho como atriz e do Programa Livros Animados. Ela buscou estimular que aquelas crianças e jovens investissem nos seus sonhos, sempre acreditando no seu próprio potencial, mesmo quando os outros não acreditam. Segundo ela, toda vez que alguém diz que ela não vai conseguir, ela “põe na cabeça que: agora é que ela vai conseguir”.  Mariah da Penha também incentivou que os alunos sempre lutem por aquilo que acreditam. Ela narrou sua trajetória educacional, focando nas dificuldades e preconceitos que sofreu por ser negra e “gordinha”, contando um pouco de como equilibra sua vida entre cinema, teatro e televisão e abordando a falta de papéis de destaque para atores e atrizes negros e negras.

O evento terminou ao som da música “Kizomba, a festa da raça”, cantada pela Vila Isabel no carnaval  de 1988, ano do  centenário da abolição da escravatura e ainda tiveram também leituras de trechos da obra do poeta Castro Alves. Vale, por fim, ressaltar a importância de eventos como esse, que dão as crianças exemplos de vida e despertam nelas um olhar diferente para o futuro, criam oportunidades e sonhos que antes nem se quer passavam por suas cabeças.

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