Embaixada americana na Incubadora Afro Brasileira

nov 10, 2011   //   por deustaquio   //   Visita  //  Sem Comentários

[nggallery id=3]A Incubadora Afro brasileira recebeu a visita do Oficial político da Embaixada dos EUA em Brasília, um dos relatores de direitos humanos da ONU, Paul Hannah e o Assessor para assuntos políticos e econômicos do Consulado Americano do Rio de Janeiro, Lúcio Gil, com o intuito de conhecer o trabalho realizado. Estavam presentes o Diretor executivo Giovanni Harvey e algumas empreendedoras que estão agora no processo de pré-incubação.

Harvey iniciou o encontro explicando como a incubadora funciona, com o ingresso por meio de edital público de seleção, citando alguns números do processo seletivo e enfatizando que hoje, oficialmente, a incubadora mantém relação com 1032 empreendimentos. Segundo ele, esse relacionamento tem como objetivo “empoderar economicamente essas pessoas“, não sendo a incubadora um fim em si mesmo e sim um elemento catalisador. A Incubadora percebe que existem muitas pessoas querendo ajudar, no entanto, muitas vezes não sabem onde quem precisa está e quem precisa de ajuda, não tem o padrão de qualidade mínimo pra fazer parte de uma cadeia produtiva. Entretanto, esse discurso perde o sentido à medida que a IA reúne mil pessoas que estão dentro desses padrões mínimos, tornando-se referência para quem deseja esse tipo de investimento.

Além de falar da própria incubadora, o Diretor também propôs que fosse colocado em pauta o Cais do Valongo, um porto no qual se estima que tenham desembarcado 700 mil africanos e com o qual a própria incubadora está envolvida na preservação e no resgate desse território, entendido como a pequena África; e também a questão da especulação mobiliária da região portuária, que vem retirando vários moradores tradicionais da área.

Hannah se mostrou interessado em saber especificamente sobre cada uma das empreendedoras presentes, que se apresentaram, exibindo pequenas mostras de seus trabalhos e contando um pouco de suas histórias. Coincidentemente, só havia mulheres e o trabalho de Hannah tem como foco os direitos femininos, com isso, puderam direcionar a conversa também para a questão do aumento da auto-estima delas, com a possibilidade de contribuir e até mesmo sustentar a economia familiar com seu próprio empreendimento.

O encontro foi rápido, mas extremamente produtivo para ambos os lados, a Incubadora, junto às empreendedoras que tiveram, mais uma vez,  a oportunidade de exibir seus trabalhos, replicando o conhecimento do que é realizado por elas,  enquanto Hannah e Gil puderam agregar as experiências, tantos institucionais quanto pessoais,  relatadas no encontro.

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